Kit Prove em Casa

Prove 4 óculos por 4 dias

Fechar
    Blog
    Por Dentro 01.10.2016

    Catarata: um guia rápido

    Tudo que você precisa saber sobre esta doença para se prevenir ou ajudar amigos e familiares

    Catarata: um guia rápido


    Visão turva e sem nitidez, pupilas com aspecto leitoso, sensibilidade à luz e dificuldade de enxergar à noite: se você ou algum conhecido apresenta tais sinais, pode ser que esteja com catarata.

    Pra você entender melhor sobre esta doença, assim como tratamento e prevenção, preparamos um guia rápido. Veja só!

    Conheça a doença

    A catarata consiste na opacificação do cristalino, espécie de lente transparente que fica atrás da íris e permite a passagem dos raios de luz que, por sua vez, formam as imagens na retina e nos permitindo enxergar.

    Se o cristalino fica embaçado, os raios luminosos têm dificuldade de passar por ele e não conseguem atingir totalmente a retina, comprometendo a visão.

    A evolução é lenta. Inicialmente, a pessoa enxerga como se estivesse com as lentes dos óculos embaçadas. Com o avançar da doença, pode-se observar imagens duplas e ter dificuldade para distinguir cores ou até mesmo ler. Seus estágios finais podem levar o indivíduo a enxergar somente vultos ou até à cegueira.

    Causas

    Catarata: um guia rápido

    A catarata pode ser congênita ou adquirida, sendo o primeiro tipo mais raro em relação ao segundo. Apesar disso, crianças podem nascer com a doença, geralmente filhos de mães que tiveram toxoplasmose ou rubéola no início da gravidez.

    Sua causa mais comum, entretanto, é devida ao envelhecimento. Pessoas a partir de 50 anos são mais propensas a desenvolvê-la, uma vez que estão suscetíveis a alterações bioquímicas próprias da idade avançada, além de as proteínas do cristalino iniciarem um processo natural de degeneração, podendo torná-lo opaco.

    Classificada como catarata senil, esse tipo constitui 85% dos diagnósticos e não é considerada uma doença propriamente, mas parte do processo de envelhecimento.

    Outras causas que podem levar à lesão que atinge o cristalino são traumas oculares, exposição excessiva à radiação ultravioleta, inflamações intraoculares, uso sistemático e sem acompanhamento médico de colírios com corticoide e diabetes.

    Redução de riscos

    Apesar de a catarata estar relacionada principalmente à idade avançada, alguns cuidados podem ajudar a diminuir os riscos de ela aparecer.

    É importante sempre proteger os olhos com óculos de sol adequados contra os raios UV, evitar o uso de álcool e tabaco e prezar por uma boa qualidade de vida. Alimentação rica em vitaminas A, B e C, como em selênio, zinco, magnésio e cálcio também ajudam na prevenção.

    Tratamento

    A catarata senil é corrigida com intervenção cirúrgica e esse é o único tratamento de eficácia comprovada atualmente. A cirurgia é simples e rápida, com o propósito de substituir o cristalino por uma lente artificial que assumirá sua função.

    A retirada do cristalino acometido pela catarata pode ser feita com ele inteiro ou já fragmentado. A técnica cirúrgica mais moderna, chamada de facoemulsificação, microfragmenta o cristalino e o aspira totalmente, exigindo um corte menor e menos suturas. Isso significa mais segurança para o paciente, bem como uma recuperação mais rápida.

    O procedimento cirúrgico possibilita uma recuperação praticamente total da visão. Além de solucionar o problema da catarata, podem ser corrigidos, na mesma cirurgia, erros refrativos como miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia.

    Catarata: um guia rápido

    Pós-operatório

    O pós-operatório da cirurgia de catarata em geral é bastante tranquilo. O paciente já sai da sala com o olho aberto ou, no máximo, com um tampão que será removido no dia seguinte. A melhora da visão começa a aparecer logo nas primeiras 24 horas, chegando à recuperação completa após não mais do que duas semanas.

    Durante esse período, são utilizados colírios pós-cirúrgicos para evitar alguma infecção e ajudar na cicatrização dos olhos. Recomenda-se não esfregá-los ou coçá-los, não dormir sobre o olho operado nos primeiros dias depois da cirurgia e evitar esforço físico.

    Na maioria dos casos, não é necessário repouso absoluto ou internação hospitalar. Devido aos avanços médicos e tecnológicos, hoje a pessoa é operada de manhã e já pode estar em casa à tarde. Bem diferente de antigamente, quando o paciente tinha de passar vários dias no hospital.

    E você, gostou do nosso guia? Não esqueça de deixar sua opinião nos comentários!